
Enquanto aguardo ansiosamente a melhora da saúde de minha mãe, que devagar esta chegando, tento passar o tempo, para que as horas não pareçam intermináveis. Leio (no momento estou lendo dois livros, A alma da casa, de Jane Alexander, e Comprometida, de Elizabeth Gilbert ) navego pela net, (apesar do sinal aqui estar na velocidade de um cágado) fico por muito tempo observando os ambientes e espaços do Hospital, olhando o skyline pela janela, daqui dá pra ver uma parte da árvores do parque Ibirapuera, e assim as horas passam.
Aqui é tranquilo, tem um enorme e belo jardim com árvores imensas, posso ouvir o canto dos pássaros , apesar de ser um hospital, é um lugar bem agradável.
Este é um dos projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer que mais admiro, sendo que a maioria deles, na minha visão, sejam escultóricos demais e esse não, no edifício tem um centro de exposição, e ainda duas obras magnificas de Di Cavalcanti.
O quarto onde mamis esta, fica localizado no último andar do edíficio maior.
Complexo Hospitalar Edmundo de Vasconcelos
Inaugurado em 1949, com projeto arquitetônico inicial de Oscar Niemeyer, a Instituição se preocupa em manter um ambiente onde os clientes possam ter acesso tanto à saúde quanto à cultura. Suas instalações contam com dois murais realizados em pastilhas de vidro, assinados por Di Cavalcanti, e jardins internos e externos que remetem ao paisagismo da escola de Burle Marx.
O Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos dá continuidade ao programa de exposições do Espaço Cultural com a abertura de obra site specific da artista paulistana Sonia Guggisberg, Intitulada Fundo, a obra ocupa o hall de entrada do edifício principal do Complexo Hospitalar. A exibição se inscreve no Programa Bem Viver do hospital, que visa promover uma convivência mais próxima e afetiva entre os mais de 8 mil usuários diários da instituição.
Fundo é a construção de novo espaço através da adesivagem de imagens fotográficas de um fundo de piscina que recobrem a totalidade do espaço expositivo original. A sonorização da obra foi feita a partir da gravação da ambiência normal do hospital, porém transformada em ambiência submersa. O som de que se escuta é de fato o som do fundo da água. Sonia propõe um paradoxo: é um site specific onde imagens flexíveis da superfície adesivada amolecem a estrutura arquitetônica do prédio, desestabilizando o ambiente. É uma simulação que dá mobilidade ao espaço, oferecendo ao publico a sensação de estar em um local onde não se poderia ficar se fosse real.
Imerso na obra, o público fica suspenso da ilusão contemporânea da mobilidade constante. “Num hospital, espera-se por notícias, por exames, por um fim ou um novo começo”, diz Sonia.
Nesse projeto, os nadadores retratados têm seus movimentos contidos pelo confinamento numa piscina, por uma força contrária, uma situação sem saída. Nadam até a exaustão sem ir a lugar algum, nadando contra a corrente ou ficando presos e confinados. O projeto reúne trabalhos como este, que trata da ilusão contemporânea de mobilidade constante, porém realizado num ambiente novo.
“Respirar no fundo tranqüilo de uma piscina é impossível, mas quem não gostaria?”, brinca a artista, que propõe uma nova forma de se pensar o espaço.
Essa é a imagem que visualizo quando desço as escadaria
Sonia Guggisberg (1964. Vive e trabalha em São Paulo, SP)
Mestre em Artes Visuais pela Unicamp, a artista atua na área de artes visuais desde a década de 1990, participando de mostras coletivas e individuais.
Agradeço imensamente a todos que por aqui passaram, para deixar uma palavra de carinho a mim e minha mãe, agradeço as ligações vindas do outro lado do oceano da querida Margarida, a vocês todas e também a minha Mamis dedico essa imagem
Beijos e carinhos.
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